domingo, 31 de julho de 2011

Artista gaúcha realiza obra sustentável no mundo do surf

O ator Édson Celulari foi conferir o trabalho da gaúcha
                                                                Foto: RTinoco 
      
                                                                                                Reportagem: Fernanda Bolsson


      O surf é uma cultura que tem transformado o cotidiano de milhares de jovens, tanto nas ondas como nas artes. É o caso da gaúcha Ana Paula Alves, conhecida pelos amigos e no meio artístico como APAS. 
     Nascida em Sant’Ana do Livramento, distante do litoral, Ana Paula nunca se imaginou fazendo Surf Art. Sua mãe gaúcha, foi professora de história e Miss Porto Alegre e seu pai, do Rio de Janeiro, trabalhava no consulado brasileiro no Uruguai. Ao aposentar- se escolheram morar na ilha de Santa Catarina, um meio caminho entre os estados do casal.
    Foi lá que Ana Paula Alves de Souza absorveu a cultura praiana. O interesse pela Surf Art veio ao mesmo tempo em que conheceu o material para fazê-la: um marcador largamente usado para diversos tipos de customização, para desenhos em skates e pranchas, fora das fábricas.
     Ana expôs em Imbituba, Santa Catarina, sendo a única expositora, quando quase não haviam exposições em campeonatos de surf, mas essa realidade começa a mudar, já que, segundo a artista: “hoje em dia o Brasil está tendo um boom de Surf Art, diversos campeonatos, galerias e até museus recebendo este tipo de manifestação, reflexo do estilo de vida de quem tem contato com a praia."
     Esse reflexo da “Beach Culture” atualmente atinge até cidades não litorâneas, como é o caso de Porto Alegre, um grande mercado consumidor de Surf Wear.
       Neste ano o mundial de surf mudou- se para as areias do Rio de Janeiro e pela terceira vez consecutiva ela expôs Arte em Pranchas nas areias da Barra da Tijuca. 
    Ana foi pioneira no Sul do Brasil ao colocar a Surf Art pela primeira vez numa Sala de Arte Contemporânea no Museu Histórico de Santa Catarina e em Porto Alegre no Memorial do RS. Também decorou os lounges do Super Surf 2009 no Costão do Santinho e no Maresia Surf International 2010. No Rio de Janeiro expôs na Coletiva “O melhor da Beach Culture” na Extreme Club, com a Galeria Alma do Mar. Na Bintang House na coletiva “Art with Soul”. No Super Surf da Barra da Tijuca 2009, entre outros campeonatos e lugares.
      A artista não parou por aí, foi idealizadora, produtora, curadora e participante da coletiva socioambiental e cultural “Floripa em Prancha!”, da “Porto em Prancha!” e da “Rio em Prancha! Um Manifesto Visual em Amor & Respeito ao Surf.”, uma coletiva onde parte da renda das obras sempre é destinada para um projeto social. Ana conta que as pranchas quando perdem a vida útil e vão se tornando um “lixo-problema”, por não se degradarem facilmente junto a natureza, são recolhidas e distribuídas para vários artistas.
        Sua curadoria prevê trabalhar a diversidade humana através da diversidade de técnicas que os artistas imprimem, misturando artistas da Surf Art com artistas que nunca tiveram contato com uma prancha, procurando um diálogo entre a diversidade num mundo repleto de discussões. - Acabei ficando no Rio para ampliar minha pesquisa nas fábricas de pranchas aqui, por exemplo, aplicando experimentalmente resina de mamona nas novas obras em prancha para que ela seja uma obra totalmente sustentável - revela Ana.
    Segundo a artista, o estilo de vida desde o século XX tem mudado radicalmente, principalmente em relação ao aumento generalizado do consumo. As catastróficas mudanças climáticas são a resposta da natureza a isto.
      Para maiores informações, entre em contato pelo e-mail apaulaas@gmail.com ou através do fone 21) 8060-7007.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Rainbow Mouse: o ratinho brasileiro que conquistou o mundo

As crianças manifestam sua imaginação de muitas formas, mesmo nos dias de hoje, quando elas têm tantos recursos à sua disposição e tantos apelos, como a internet, os videogames, os jogos em celulares, porque sim, muitas crianças interagem com as novas tecnologias de maneira muitas vezes mais eficiente que alguns adultos.
            Não é raro ver crianças ainda não alfabetizadas brincando nos computadores dos pais, assim como também não é difícil encontrar crianças que conseguem grandes pontuações em games que às vezes são complicados até para os pais. A tecnologia está aí e não se pode fazer de conta que ela não está cada vez mais presente na vida das pessoas.
            Há quem diga que no futuro as crianças não brincarão mais como antigamente. Os brinquedos mudam, a forma de se divertir também, entretanto, vale lembrar que algumas práticas deveriam ser estimuladas a partir do momento em que os pais notam que a criança tem condições de brincar. Desenhar é uma delas.
            O papel do desenho na formação do conhecimento da criança é fundamental. Desenhar é expressar emoções, sentimentos e também é uma forma de comunicação, onde a criança mostra o que sente e suas impressões acerca de seu cotidiano. Ao utilizar o desenho como manifestação de criatividade a criança desenvolve a coordenação motora, mas, além disso, a subjetividade de uma forma lúdica, onde cada traço é expressão de linguagem.
            Quanto mais estímulo uma criança tem maior será a capacidade dela de se relacionar não só com seus próprios sentimentos, mas também com o mundo que a cerca. Crianças que passam horas assistindo desenhos animados ou “brincando” no computador deixam de usar sua criatividade e expressar o que pensam, o que sentem em relação ao mundo.
            A estilista inglesa Stella McCartney, criou um concurso de desenhos infantis onde o vencedor estampará sua nova coleção de camisetas infantis. Crianças do mundo inteiro mandaram seus desenhos de monstros, insetos e outros seres imaginários.  A mineira Marina Fiuza, mãe de Ana Letícia, de seis anos, inscreveu o desenho da filha no concurso e explicou para a menina que seria uma grande brincadeira, para evitar uma possível decepção, caso ela não ganhasse o concurso, então após enviado o desenho, iniciou-se na rede uma grande campanha, onde amigos, familiares e conhecidos votavam e convidavam outros a votar: resultado: o rato verde de Ana Letícia com casaco colorido e sem nenhuma pretensão, de nome Rainbow Mouse, venceu o concurso.

Marina Fiuza, mãe de Ana Letícia conta:  "Ela escolheu o modelito para brincar de aquarela. Diz que é roupa de artista (macacão e boina). Falei que a boina estava muito velha, cheia de bolinhas e ela respondeu que não tem problema, é sinal de que ela é uma artista que trabalha muito"