quarta-feira, 1 de junho de 2011

Número de abelhas está diminuindo

Segundo o Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o problema já aparece em muitos lugares no mundo. Grande parte das culturas agrícolas dependem da polinização das abelhas. Desssa forma, o crescente desaparecimento das suas colônias é considerado preocupante. Das espécies agrícolas que fornecem 90 por cento dos alimentos do mundo, mais de 70 são polinizadas por abelhas, refere o relatório. Muitas variedades de vegetais só existem devido a essa polinização. O declínio das colônias de abelhas revelou ser problemático há cerca de 40 anos e há pouco mais de uma década tem se tornado mais grave na Europa.
O relatório informa que as abelhas estão diminuindo nos Estados Unidos, onde o número de colméias é o menor das últimas cinco décadas e há diminuição também em algumas regiões da Europa, Austrália, China, Japão e África.
A diminuição das colônias de abelhas deriva de problemas como as alterações climáticas, determinados parasitas que prejudicam as culturas, as contaminações por iseticidas, e, provavelmente, o grande número de ondas magnéticas espalhadas pelo mundo, que, de acordo com algumas pesquisas, podem estar alterando a memória das abelhas, já que elas saem para o campo e não retornam a sua morada. No Brasil, os agricultores têm reportado sintomas inexplicáveis e epidemias, algumas delas já estão sendo analisadas por pesquisas.
No Rio Grande do Sul, outro fator que contribui para o enfraquecimento do número de abelhas é o grande número de apicultores sem conhecimento técnico, que não observam critérios e não obedecem as recomendações básicas da produção, por exemplo, permitindo a superpopulação de colméias. Os apicultores sem conhecimentos básicos cometem erros graves, desrespeitando a natureza, já que para o manuseio correto das abelhas é necessário que se leve em conta certos procedimentos.
A poluição do ar, as queimadas, os campos eletromagnéticos e a aplicação de herbicidas e pesticidas são alguns dos fatores responsáveis pelo desaparecimento das abelhas e os pesquisadores vem tentando investigar as possíveis causas de tantas mortes de abelhas nos últimos anos.
A degradação do meio ambiente, incluindo a perda de espécies de plantas que são a alimentação das abelhas, é um dos fatores mais sérios, assim como o crescimento de parasitas como a varoa, originária da Europa e que vive no Brasil desde meados da década de 60. O parasita se alimenta de fluidos de abelha, mas pode ser atenuado pelo controle natural, higiene das caixas, retirada de favos zangoneiros e e a revitalização da colméia.
Outras ameaças são as espécies invasoras, como a predadora vespa gigante e a vespa mandarinia, que atacam as colônias das abelhas melíferas.
A abelha africana, tão temida nos anos 60 e 70, agora tornou-se aliada dos apicultores, por ser polinizadora e altamente produtiva. Configurando-se como maior produtora dos derivados, como pólem e mel, na medida em que ela apresenta maior produtividade, ainda assim, ela continua sendo agressiva e ainda indefinida, pois não sofreu todas as mutações, de acordo com pesquisadores.
Certos apicultores como o rosariense Lino Copetti estão preocupados com a agressividade das abelhas em algumas regiões como no centro do estado e na fronteira, segundo o apicultor, a invasão nos centros urbanos se deve ao desequilibrio ecológico, como desmatamento, poluição, queimadas e agrotóxicos, mas também a falta de conhecimento técnico de certos apicultores, que cometem equívocos no manuseio das abelhas, atrapalhando o comportamento natural das mesmas.
Lino salienta que seria necessário que os apicultores recebessem acampanhamento técnico e subídios para tanto, assim como políticas voltadas a incentivos aos agricultores e apicultores para que estes conseguissem recuperar os habitats das abelhas. “Somente através do trabalho conjunto e da apicultura com responsabilidade e profissionalismo alcançaremos o êxito”.


Cursiosidades

Uma característica diferenciada das abelhas é que seu tempo de vida não é determinado por um período fixo e sim pelo tempo de vôo, nos períodos de frio, as abelhas são obrigadas a permanecer mais tempo dentro das colméias o que resulta em maior tempo de vida.
É importante ressaltar que o RS, por ser um local de muitas mudanças climáticas e longos períodos de chuva, ocasiona fatores que influenciam no enfraquecimento das colméias, pois as abelhas ficam impossibilitadas de voar, e portanto acabam liberando os próprios dejetos dentro da colméia, ocasinando epidemias nocivas.

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