terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ENTREVISTA: Ana Alves

Em entrevista ao Blog, a artista Ana Alves conta um pouco de sua história e como o Movimento de Street e Surf Arte fazem parte de seu cotidiano...
Fernanda: Como foi sua vida quando chegou em Santa Catarina, onde muitos hábitos e costumes são diferentes da cultura gaúcha?
Ana: A primeira coisa foi a mudança dos hábitos alimentares...Primeiro vieram os frutos do mar, pois comia muita carne e churrasco. Depois a alimentação vegetariana, mais natural, sem carne alguma...
Fernanda: De quais aspectos você sentiu falta ou ainda sente, quando lembra do Sul?
Ana: Eu moro há mais tempo em Santa Catarina do que no lugar em que nasci... Mas a roda de chimarrão faz muita falta! O Chimarrão diário com a família!
Fernanda: Como começou a pintar e por que escolheu retratar o universo da praia em seu trabalho?
Ana: Minha irmã mais velha me influenciou muito. Ela é formada em artes plásticas, fez aula de desenho desde criança e agora está fazendo um mestrado em literatura sobre as biografias de Frida Kahlo. Também acho q sou influenciada diretamente pelo ambiente no qual vivo. O universo da praia deu-se naturalmente, são as coisas que vivo. Um dia vi um rapaz pintando uma prancha com caneta Posca e quando passei a usá-la, também minha temática começou a mudar
Fernanda: Você tem influências religiosas diretas em suas telas, isso tem alguma relação com suas crenças pessoais?
As telas religiosas não têm nenhuma relação com minha crença pessoal. Admiro a mitologia africana, bem como a filosofia oriental e aqui na ilha a influência açoriana é bastante forte também. Eu também gosto de retratar essa coisa da cultura brasileira, do sincretismo, daí misturo Iemanjás com Aparecida, Guadalupe com a Igreja da Lagoa da Conceição, do Ribeirão.
Fernanda: É possível viver de arte? 
Creio que sim....Tem que ser criativo... Aqui no Brasil não é muito fácil, estou querendo sair um pouco para o exterior pois ainda não expus fora... Dizem que minha arte é muito brasileira e faria sucesso fora...
Fernanda: Quais pintores influenciam teu trabalho?
Adoro os artistas indígenas! Grafismos de índios brasileiros, maoris, maias, etc...Adoro o geometrismo do grafiteiro Gais Ama e também aprecio muito a fase geométrica de Picasso.
Fernanda: Como você descreveria sua arte?
Ana: Eu creio ter influencia direta do movimento de street e da surf art, mas minha arte tem um quê de Brasil muito forte.  Considero-me uma Naif contemporânea...


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Casamento

Jerusa Dapieve e Rafael Cáceres Gonçalves estão com as malas prontas para Punta Del Este, famoso balneário Uruguaio, onde será realizado seu casamento. A festa acontecerá no Hotel e Spa Las Cumbres, no dia 15 de Janeiro. Convidados ilustres e grandes nomes da sociedade gaúcha, argentina e uruguaia já marcaram presença. Também estarão presentes convidados vindos da Itália e Estados Unidos. 
O casal viaja acompanhado do leiloeiro e pecuarista Pedro Paulo Gonçalves e sua esposa Mimi Cáceres Gonçalves, pais do noivo.
Esta semana que antecede o casamento será para ajuste dos detalhes finais da festa, já que segundo a noiva, está praticamente tudo pronto.
Os convidados poderão acessar o blog dos noivos http://www.casamentojerusaerafael.blogspot.com/ e imprimir os mapas para facilitar o deslocamento até o balneário. Nunca esquecendo da Carta Verde. Há no blog também um mapa que indica o caminho até o local da festa, o Hotel Las Cumbres. Vale imprimir para não haver nenhum problema no trajeto.

No site do fotógrafo Raul Schramm, http://www.raulprodutora.com.br/principal.php pode-se ter uma idéia do que aguarda os convidados no dia 15. No campo "Eventos" pode-se ver o vídeo do ensaio fotográfico que o casal fez no dia 30 de Novembro na Fazenda Vacaquá e na Estância da Serra, bem como as fotos.


O Imaginário em uma Ilha

O imaginário em uma ilha são fragmentos visuais de uma gaúcha da Fronteira com o Uruguai. Um aprendizado de 20 anos na Ilha de Santa Catarina. Florianópolis cosmopolita, gente de todo o Brasil, gente de várias culturas, capoeira, yoga, Surf, arquitetura açoriana, folclore ilhéu, figuras mitológicas marinhas, Iemanjás, grafismos indígenas. Indíos e surfistas se encontram na contemplação com a natureza, na leitura da natureza, dos ventos, das ondas, da Terra... Esta que o mundo moderno esqueceu-se com a correria do dia a dia. O clima tem reclamado dessa falta de atenção.
Uma miscelânia de imagens e técnicas.
Num cenário de Surf e Skate a artista usa Posca, caneta muito usada na pintura de pranchas, Spray e Squeeze, material largamente usado na Street Art. O acrílico, tinta usada na pintura tradicional, também é utilizado por Ana. Lápis Aquarelado, giz e colagem numa influência do cenário Surf e Skate e da geração da Street Art, Naif e Surrealista.